segunda-feira, 4 de junho de 2012

Primeiro Amor

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Primeiro amor
...Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Apocalipse 2:2-5

"TENHO, PORÉM, CONTRA TI QUE DEIXASTE O PRIMEIRO AMOR."

Muito poderia se falar sobre esta passagem, mas quero abordar poucas coisas.

Em muitos momentos, depois de maduros na fé, é comum diante de algumas atitudes dos mais novos, atribuirmos certos comportamentos ao fato de serem neófitos e, até intimamente, pensarmos: "Já fiz isto, já pensei assim, já tive este 'fogo', o amadurecimento fará com que ele fique CENTRADO."

Interessante perceber que o trabalho incessante, a paciência e até mesmo no confronto com o erro de muitos que se diziam mestres foi aprovado, mas algo aconteceu no caminho para a maturidade, algo se perdeu. Não se "desviou": o zelo na obra não foi negligenciado, não abandonou a Palavra, mas caiu, e torna-se necessário lembrar onde caiu, arrepender-se e voltar à prática das primeiras obras.

Que raios de prática pode ter um “guri” na fé, que nós os maduros não façamos de forma muito mais acertada? Nós, os maduros, temos mais conhecimento, experiência, somos mais centrados, menos afoitos, mais disciplinados, menos "almáticos". Pensando nestas coisas lembrei-me de outra passagem que, creio, me ajudou um pouco na compreensão.

...Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor...

Acredito que a “chave” está na própria passagem: LEMBRE, traga à memória.

Em minha razão imediata pensei: "Mas eu não caí!". Pensando um pouquinho mais, me questiono: "Não caí? Tropecei? Estou realmente em pé"? A verdade é: “...Quero trazer à memória o que pode me dar esperança...” (1).  E o que me dá esperança, se não o AMOR estampado, fruto da ira derramada no Calvário?

A primeira obra foi a minha rendição, a compreensão do AMOR infinito de DEUS e da minha total INCAPACIDADE de SER sem ELE, é o "ai de mim", e ter tido essa percepção ao ouvir o "VINDE A MIM". Praticar as primeiras obras é AMAR. Foi por AMOR, exclusivamente por AMOR que TUDO o que foi feito se fez.

Que Deus nos ajude a voltar SEMPRE ao seu regaço.

Tony Sathler

(1)Lamentações 3:21)

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